Quem nunca teve um casamento no inverno, escolheu aquele vestido de alcinha e ouviu da mãe: “Leva uma pashmina senão você vai passar frio”.
Nunca comprei esse conselho da pashmina, pra mim ela mais atrapalha do que resolve. Então resolvi compartilhar com duas amigas essa minha constatação, e vi que eu não sou chata (não muito) pois elas concordaram comigo.
Então vamos lá, por que a pashmina não é uma boa:
1 – Ela não vai te proteger do frio, é tudo mentira. Ela é a famosa “meia estação”.
2 – Se estiver frio de verdade, você corre o risco de se enrolar nela que nem um mendigo no cobertor. Pronto, já estragou a roupa.
3 – Já tentou deixar ela jogadinha no ombro? Ela escorrega, não tem jeito. O tecido do vestido nunca colabora.
4 – Ela não cabe na sua bolsa. Mesmo porque bolsa de casamento foi feita pra carregar o batom e olhe lá. Ou seja, você está condenado a passar o resto da festa se virando com a pashmina.
5 – Já me aconselharam a colocar um broche pra segurar. Agora imagina, horas dançando, andando, bebendo. No final da festa o broche segurando as duas pontas da pashima já está no seu pescoço, e você parecendo um super herói com uma capa pendurada. Não né.
6 – Se você gosta de beber, corre o grande risco de terminar a festa na pista fazendo uma performance usando a pashmina como acessório “sexy”. Mico.
7 – Segurar a caipirinha, dançar, fumar um cigarro, e enquanto isso equilibrar a pashmina nos ombros. Impossível.
8 – Já tentou deixar ela apoiada na cadeira? Vai cair. O fato é: ela escorrega. Sempre.
9 – Joga pra cá, joga pra lá, faz num cachecol, não tem jeito, ela não para quieta.
A pashmina tem vida própria.
Mi, vc esqueceu de comentar o 10˚ problema: a gente pega a pashmina emprestada, pq é óbvio que não temos uma, e esquecemos a dita cuja na festa.
Ou seja, vc pede emprestada, acaba não usando, ela não te esquenta e vc ainda passa pela saia justa de dizer: “Tia Coló, esqueci sua pashmina na festa, onde foi que vc comprou mesmo para eu poder repor?” “Ahhhh Paula, relaxa, aquela lá em comprei em Sherbrooke, quando fui conhecer o Canadá…”